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quarta-feira, 9 de março de 2016

Semiologia do Sistema Locomotor de Pequenos Animais:

ANATOMIA

Os constituintes desse sistema são os músculos e sua inervação, tendões e ligamentos, ossos e a associação entre essas estruturas caracterizadas pelas articulações, limitadas por capsula articular e banhadas para o liquido sinovial. Sua função é de sustentação e de movimentação do corpo, homeostase de alguns minerais contidos nos ossos, como cálcio, fosforo, magnésio entre outros.


RESENHA:

Espécie: cão, gato: enfermidade especifica de cada um.
Raça: Existem algumas doenças que são predisponentes de determinadas raças como displasia coxo-femoral em Pastor alemão, Rottweiler.
Sexo: macho ou fêmea.

(FEITOSA, 2008)

Idade: animais mais velhos são susceptíveis a sofrer lesões que afetam o sistema locomotor, tanto lesões ortopédicas quanto neurológicas.

(FEITOSA, 2008)

EXAME ORTOPÉDICO

            -Identificação do paciente
            -História clínica/Anamnese
                        -Ambiente (tipo de piso, escada, atropelamento)
                        -Freqüência de exercícios (adestramento precoce de raças grandes)
                        -Alimentação
                        -Doenças sistêmicas
                        -Tratamentos anteriores (analgésicos e anti-inflamatórios)
                        -Alteração de postura e marcha
            -Principais doenças:
                        -Displasia coxofemoral
                        -Luxação de patela
                        -Necrose asséptica da cabeça do fêmur
                        -Ruptura de ligamento cruzado cranial
            -Alterações de postura e marcha:
                        -Claudicação: identificar membro claudicante
                        -Impotência funcional: incapacidade de apoio
                                   Ex.: fratura, luxações, osteossarcoma
-Inspeção:
            -Solução de continuidade na pele
            -Hematomas
            -Assimetria (atrofia, desvio ortostático)
            -Onicogrifose (crescimento exagerado das unhas)
            -Alterações posturais (decúbito, elevação do membro do solo, déficit proprioceptivo)
            -Claudicação (incentivar marcha e trote)

            -Impotência funcional (parapesia, paraplegia, tetraparesia ou tetraplegia)
-Palpação:
            -Localização dos dedos
            -Tumefação
            -Mobilidade óssea
            -Instabilidade articular
            -Evitar sedação ou anestesia
            -Temperatura local (comparar com o membro contralateral)
            -Proeminências ósseas
            -Ossos longos: extremidade distal e proximal (fazer alavanca), e palpação da face medial, lateral e extremidades.
            -Falanges e escápula: apenas palpação
            -Pelve: palpar crista ilíaca e tuberosidade isquiática (pressionar)
            -Vértebras:
                        -Cervicais: movimentos laterais, dorsal e ventral da cabeça
-Torácicas e lombares: pressão ventral com 2 dedos

-Articulações: avaliar movimentos executados em condições normais
           
-Movimentos de flexão e extensão

           
-Creptação, dor e tumefação

            -Comparar com o membro contralateral sadio
            1-Articulação Coxofemoral:
                        -Adução e abdução, rotação (art. Femoro-tíbio-patelar e trocanter maior), hiperextensão para avaliar o comprimento de cada membro, teste da compressão trocantérica (avaliar a estabilidade articular).

Teste do ficar em pé.

(FEITOSA, 2008)


            2-Articulação Femorotibial:
                        -Avaliar a estabilidade entre o fêmur e a tíbia, avaliar estabilidade patelar (com o membro entendido ou flexionado), teste de gaveta (mão na extremidade distal do fêmur e mão na crista da tíbia, movimentos craniais e caudais).

(FEITOSA, 2008)
    
3-Articulação Úmero-Radio-Ulnar:
                        -Movimentos de flexão e extensão


(FEITOSA, 2008)
           
4-Articulação Escápulo-umeral:
-Flexão, extensão, rotação, abdução e adução.

(FEITOSA, 2008)

5 – Articulação Tibiotarsometatarsal/ Carporradioulnar: flexão, extensão

(FEITOSA, 2008)

EXAMES COMPLEMENTARES

            -Radiografia

            -Artrocentecese – coleta de líquido articular- líquido sinovial.
Avaliação do liquido sinovial
-Tomografia computadorizada
-Hemograma
-Bioquímico renal (creatinina) e hepático Alanino transferase (ALT), aspartato amino transferase (AST)
-Enzimas musculares – Lactato desidrogenase (LDH) e Creatinoquinase sérica (CK)


REFERÊNCIAS

FEITOSA, FRANCISCO LEYDSON F.. Semiologia Veterinária: A Arte do Diagnóstico. In: FEITOSA, FRANCISCO LEYDSON F.. Semiologia Veterinária: A Arte do Diagnóstico. 2014. ed. : Roca - Brasil, 2014.


MULLER, Daniel Curvello de Mendonça et al. Implante sintético como estabilizador articular, após desmotomia dos ligamentos cruzados de cães: proposição de técnica.Cienc. Rural [online]. 2010, vol.40, n.6 [cited  2016-03-08], pp. 1327-1334 . Available from: <http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0103-84782010000600014&lng=en&nrm=iso>. ISSN 0103-8478.  http://dx.doi.org/10.1590/S0103-84782010000600014.


Semiologia do Sistema Urinário

ANATOMIA


(DICASPELUDAS, 2014)


Macho:

(KÖNIG, 2011)
Fêmea:


RESENHA

Espécie, raça, sexo, idade, dados do proprietário, importante saber a procedência do paciente.
O trato genitourinário é acometido por uma variedade de afecções; como pielonefrite, cistite, urolitíase entre outras. Ocorrer em animais de todas as espécies, tanto nos machos, quanto fêmeas, porém algumas raças e espécies possuem predisposição para certas moléstias específicas como cálculo uretral em felinos ou displasia renal em Lhasa Apso, Shi tzu.

QUEIXA PRINCIPAL

Não está urinando ou dificuldade de urinar (tenesmo vesical), apatia, desidratação, urina com sangue, entre outras queixas.

ANAMNESE

            Realizar perguntas pertinentes ao sistema urinário e também ao aspecto fisiológico de alimentação, ingestão de água e excreção de fezes e urina.
            -Micção: frequência e intervalo
            -Postura: sinais de dificuldade (disúria, tenesmo vesical e incontinência)
            -Urina: volume, coloração, aspecto e viscosidade.
            -Ingestão de água: freqüência e volume
            -Doença urinária anterior: histórico e tratamentos
            -Sinais relacionados à outros órgãos

(CLINVET, 2014)






ENFERMIDADES QUE ACOMETEM O SISTEMA GENITOURINÁRIO


(FEITOSA, 2008)

ABORDAGEM SEMIOLÓGICA AO PACIENTE

-Exame Físico Geral:
            -Peso corporal, TºC, frequências cardíaca e respiratória, coloração de mucosas, grau de hidratação, TPC e pulso.
-Exame Específico de órgãos que podem ser acometidos por afecção do sistema urinário, como:
Boca (úlceras, alterações na língua, inserção dos dentes, aumento do maxilar e hálito urêmico)

-Exame dos Rins:
            -Examinar dos dois rins pela palpação. Verificar se há dor, tamanho.
            -Inspeção: difícil (só em animais magros com rins aumentados)
            -Palpação: geralmente em animais pequenos e magros
-Exames Complementares:
-Provas de função renal (bioquímica sérica – uréia, creatinina, sódio, cloro, cálcio, fósforo e potássio).
-Radiografia (simples ou contrastado), ultrassonografia e urinálise.

Radiografia abdominal: Ao exame radiográfico observou-se a bexiga distendida e com vários cálculos radiopacos (cálculos brancos indicados pelas setas) no seu interior.
 (HOSPITALVETERINARIODOPOVOA, 2013)
            -Biópsia renal.
-Exame dos Ureteres:
            -Palpação: difícil (apenas em grandes animais).
-Exame complementar
-Radiografia (verificar a implantação destes na bexiga e obstruções) e ultrassonografia.
-Exame da Bexiga:
            -Inspeção direta: possível em animais de pequeno porte não obesos
            -Palpação: possível em animais de pequeno porte e não obesos.
-Exame complementar:
-Radiografia (simples ou contrastado), ultrassonografia e citoscopia (avaliação da mucosa).

(HOSPITALVETERINARIODOPOVOA, 2013)
            -Urinálise
            -Verificar a posição, o grau de distensão, dor, espessamento de parede, massas intra-lumiais (cálculos e coágulos), massas intramurais (neoplasias).
-Amostra de Urina para realização da urinálise
            -Micção natural.
            -Cateterismo uretral até a bexiga (uso de sonda uretral).
            -Cistocentese (punção de bexiga).

(SYNARARILLO, 2008)

-Localização da Hemorragia:
            -Sangue no inicio da micção: problema uretral
            -Sangue durante toda a micção: problema renal
            -Sangue no final da micção: problema na bexiga.


(FEITOSA, 2008)
TERMOS
                        -Poliúria: aumento do volume urinário
                        -Oligúria: diminuição do volume urinário
                        -Anúria: ausência de urina
                        -Polaquiúria/Polaciúria: aumento da frequência de micção
                        -Oligosúria: diminuição da frequência de micção
                        -Iscúria: retenção urinária
                        -Polidipsia: aumento da ingestão de água
                        -Tenesmo vesical: desejo de urinar, sem sucesso
                        -Disúria: dificuldade em urinar
                        -Incontinência: perda involuntária da urina
                        -Azotemia: aumento dos produtos nitrogenados não protéicos no sangue (uréia e creatinina)
                        -Uremia: aumento dos produtos nitrogenados não protéicos no sangue juntamente com os sinais clínicos: sinais gastrointestinais (vômito e anorexia), mucosas (erosão e úlceras), depressão do SNC (déficit neurológico), hematológico (anemia arregenerativa) e estado comatoso.

REFERÊNCIAS

FEITOSA, FRANCISCO LEYDSON F.. Semiologia Veterinária: A Arte do Diagnóstico. In: FEITOSA, FRANCISCO LEYDSON F.. Semiologia Veterinária: A Arte do Diagnóstico. 2014. ed. : Roca - Brasil, 2014. 

KÖNIG, H, E. Anatomia dos Animais Domésticos. 4 ed. Porto Alegre: Artmed, 2011.

Disponivel em:  http://synararillo.com.br/   Data: 29/02/2016
Disponivel em: http://www.clinivet.com.br Data: 29/02/2016
Disponivel em: http://dicaspeludas.blogspot.com.br/ Data: 29/02/2016



quarta-feira, 16 de dezembro de 2015

BONS ESTUDOS !!!


Semiologia do Sistema Respiratório

O sistema respiratório possui função de realizar as trocas gasosas entre o ambiente interno de um organismo com seu meio externo, sendo muito importante para a liberação de dióxido de carbono do organismo, e, em outro momento a retenção do oxigênio necessário para a metabolização celular. Porém existem outras funções como de olfação, produção de sons, equilíbrio ácido-básico, produção de serotonina e aldosterona e regulação térmica.

DIVISÃO DO SISTEMA RESPIRATÓRIO:

Trato respiratório superior: Narinas, Cavidade Nasal, Faringe, Laringe.



Trato respiratório inferior: Traqueia, Brônquios, Bronquíolos, Pulmões, Pleura, Alvéolos.



IDENTIFICAÇÃO DO PACIENTE

ESPÉCIE: Enfermidades respiratórias específicas de cães como tosse dos canis e em gatos como complexo respiratório felino.

RAÇA: Algumas raças podem apresentar predisposição para problemas respiratórios como cães braquicefalicos, por exemplo, por sua anatomia diferenciada a ocorrência de estenose de narina.

IDADE: Diferenciar as moléstias conforme idade, como fistula oro nasal e em cães idosos e fenda palatina congênita.

SEXO: Como gatos machos são mais predispostos a complexo respiratório felino.

AMBIENTE: É importante reconhecer a região em que o animal vive, pois algumas enfermidades podem acometer o sistema respiratório são endêmicos de determinadas regiões, como sinais respiratórios da cinomose.

ANAMNESE: avaliar a queixa principal não sendo tendencioso, porém direcionando as perguntas para a sua suspeita clinica, avaliar os sinais e sintomas se possível com o animal solto no consultório antes da inspeção direta ou exame físico, questionar o manejo sanitário, nutricional, condicionamento físico, ambiente e que o animal vive (poeira, pólen, fumantes, alergia), contato com outros animais e acesso a rua entre outras questões que possam afetar o sistema respiratório.

EXAME FÍSICO DO SISTEMA RESPIRATÓRIO

O diagnóstico e o tratamento das doenças respiratórias em animais são uma constante e uma das principais atuações na clínica veterinária. Algumas doenças que afetam o sistema respiratório requerem poucos recursos de diagnósticos, enquanto outras exigem até o auxílio da necropsia. É de grande importância o diagnóstico precoce de uma afecção para a instituição do tratamento e prevenção de novos episódios de doença.

INSPEÇÃO
GERAL
De preferencia realizar sem tocar ou estressar o animal, observar a expansão torácica, observar o comportamento se há ocorrência de dor ou não, a observação pode ser realizada observando de cima para baixo.
Oscilações fisiológicas da F.R.
Quanto menor a idade do animal maior será a sua F.R. Animais de porte grande, idosos e obesos apresentam F.R. menor. Durante a gestação e exercício físico há aumento da F.R., sendo gradativo.
Oscilações patológicas da F.R.
Taquipnéia: aumento da F.R.
Bradipnéia: diminuição da F.R.
Apnéia: ausência total da respiração.

INSPEÇÃO NASAL
Alterações no espelho nasal se há ressecamento ou presença de secreções, no conduto ou fossa nasal alterações na coloração e umidade da mucosa procurando lesões. Observar nas narinas há presença de corrimento se é uni ou bilateral, odor da respiração, fluxo de ar e com as costas da mão a temperatura do ar.
TOSSE
Mecanismo de limpeza do sistema respiratório e ocorre quando há irritação nas terminações nervosas da laringe e traqueia provocada pela inflamação da mucosa por um agente agressor.
Tosse seca
Normalmente indica inflamação nas vias aéreas superiores (faringite, laringite)
Tosse produtiva
Aumento do exsudato broncopulmonar. Liquido inflamatório se movimenta nas vias aéreas com a respiração (broncopneumonias).
Reflexo da tosse
Compressão ou fricção dos primeiros anéis traqueais.

(CACHORROBOMBLOGSPOT, 2015)

(TULESKI, 2011)

PERCUSSÃO TORÁCICA
Diagnostica alterações conforme presença ou ausência de líquidos no trato respiratório e deve ser realizada digito digital, feita na direção craniocaudal e dorsoventral. Limites para a realização do exame:
ANTERIORES: musculatura da escapula (som maciço)
SUPERIORES: musculatura dorsal (som maciço)
POSTERIORES: De acordo com a espécie animal, observando-se o cruzamento de linhas que passam, imaginariamente, nos espaços intercostais (EIC) com linhas, imaginárias e horizontais, que passam sobre a tuberosidade ilíaca 11º EIC, tuberosidade isquiática 10º EIC e na articulação Escapuloumeral 7º EIC.

Ampliação da área de percussão
Enfisema pulmonar, som claro se modifica para timpânico.
Som metálico
Quantidade exagerada de gás associada ou não a líquidos (cavernas cheias de ar como no pneumotórax ou tuberculose).
Som maciço ou submaciço
Áreas de condensação ou compressão pulmonar (tumores, grandes abscessos, atelectasia).
Linha de percussão horizontal
Do som claro ao maciço ou submaciço em linha reta com animal em pé indicação de liquido na cavidade torácica. (hemotórax, piotórax).

(FEITOSA, 2014)



AUSCULTAÇÃO
É o método que mostra mais informações sobre o sistema respiratório, quando realizado corretamente, a interpretação dos ruídos diferenciando padrões normais de alterados.
Técnica
Preferencialmente animal em estação, com estetoscópio ausculta todo o tórax no sentido craniocaudal e dorsoventral, se necessário pode realizar algum exercício físico com o animal, para ausculta de mudança de padrão e percepção de ruídos que aparecem após o exercício.
Ruidos normais
Laringotraqueal: E o ruído provocado pela vibração das paredes da laringe e da traquéia, sendo ouvido sobre a região da traquéia cervical, no momento da passagem do ar.
Traqueobrônquico: A ausculta na área torácica, produzido pela passagem do ar pelos grandes brônquios e porção final da traquéia, com vibração de suas paredes.
Bronco-bronquiolar: produzido pela vibração das paredes dos brônquios menores e bronquíolos.
Ruidos Pulmonares Patológicos
Alteração nos ruídos respiratórios normais devido a determinadas enfermidades.
Crepitação grossa
Liquido no interior dos brônquios, som se assemelha a estourar bolhas.
Crepitação Fina
Inspiratório edema pulmonar ou pneumonia se for misto dpoc (doença pulmonar obstrutiva crônica), bronquiolite enfisema pulmonar, ruído semelhante ao se esfregar cabelos próximos à orelha.
Inspiração Interrompida
Presença de pouco líquido na cavidade, pequenas interrupções na respiração como se fosse o soluçar de uma criança chorando.
Sibilo
Compressão da traquéia, estenose da laringe ou obstrução em pequenas vias aéreas, manifestação sonora ou aguda que se assemelha a chiado ou assobio.
Ronco
Ruído grave, de alta intensidade, produzido pela vibração de secreções viscosas aderidas às paredes de grandes brônquios, durante a passagem do ar.
Ruido Cardiopleural
Pleurite ou pericardite, ruído rude, semelhante ao raspar de duas superfícies ásperas.
Ruido Cardiopulmonar
Animais saudáveis ou com bronquiolites, ruído suave, de baixa intensidade semelhante ao soprar com os lábios fechados.
Broncofonia
Ruídos propagados nas vias aéreas anteriores como voz ou gemidos, ouvidos principalmente na região anterior ao tórax.
Ruídos Acessórios
São ruídos que perturbam e dificultam a auscultação, ruído das contrações musculares, crepitações dos pelos, deglutição e ruídos gastroentéricos, ruídos produzidos pelo ambiente.

(FEITOSA, 2014)


EXAMES COMPLEMENTARES

RADIOGRAFIA – exame não invasivo permite analisar estruturas intratorácicas e também os seios paranasais para identificação de alterações, importante para análise das estruturas inacessíveis a um endoscópio, permite a visualização densas e liquidas em contraste com o pulmão, é possível confirmar o diagnóstico de pneumonia, enfisema, abscessos e neoplasias.

(ZANNATA, 2011)

(SIMÕES, 2007)

ENDOSCOPIA – Permitem analisar as características físicas e funcionais do sistema respiratório além de facilitar a colheita de secreções, líquidos que poderão ser utilizados para o diagnóstico do agente que está ocasionando a enfermidade.

(DICASPELUDASBLOGSPOT, 2011)

(CLINICAVETRINARIADOUTOURJULY, 2014)

LAVADO BRONQUEOALVEOLAR - Colheita de células, através de um lavado com solução fisiológica estéril e coletada novamente, este material é avaliado pela cultura microbiológica e exames imuno-histoquímicos e, dessa maneira, proporcionar o diagnóstico do agente causal, determinar a gravidade da resposta inflamatória, auxiliar na instituição do tratamento adequado e do prognóstico das doenças respiratórias.

HEMOGASOMETRIA - são indicadas para documentar a insuficiência pulmonar, diferenciar hipoventilação de outras causas de hipoxemia, ajudar a determinar a necessidade de terapia de suporte com oxigênio e monitorizar a resposta ao tratamento. Avaliar a relação ácido-base do sangue arterial.

TORACOCENTESE - é indicada para a colheita de amostras de líquido pleural para realização de exames citológicos e microbiológicos e, também, como método terapêutico em animais com ventilação comprometida pela compressão pulmonar, por depósitos de líquido ou ar no espaço pleural.

BIOPSIA PULMONAR - é indicada para obtenção de amostra tecidual para diagnóstico histológico ou para informações prognosticas, principalmente, em casos de moléstias pulmonares difusas. Em casos de lesões focais, como nas neoplasias, a colheita deve ser guiada por ultrassom ou endoscopia, visto que a amostra obtida é muito pequena. Contra indicado em pacientes que apresentem sinais clínicos severos que possam ser agravados pelo procedimento.

RESSONÂNCIA MAGNÉTICA: visibilização de estruturas do aparelho respiratório como: cartilagem aritenóide, cartilagem tireóide, cavidade nasal, coanas, epiglote, laringe, meato nasofaríngeo, nasofaringe, orofaringe, recesso maxilar, tonsila palatina e traqueia.

(HAGE, 2010)


TERMOS MÉDICOS DO SISTEMA RESPIRATÓRIO
CIANOSE
Coloração azulada da pele e mucosas por hipóxia.
CORRIMENTO NASAL
Aumento da secreção respiratória.
EPISTAXE
Sangramento no trato respiratório superior, sangue escuro.
HEMOPTIASE
Sangramento proveniente do trato respiratório inferior, sangue de coloração vermelho vivo e presença de bolhas de ar .
HIPERPNÉIA
Aumento anormal da profundidade respiratória.
POSIÇÃO ORTOPNEICA
Dificuldade de troca gasosa com abdução dos membros torácicos e estiramento cervical, abertura das narinas e posição sentado.
ESPIRRO
Reflexo de proteção, exalação forçada de agentes que tentam penetrar o sistema respiratório.

REFERENCIAS

FEITOSA, Francisco leydson Semiologia Veterinária: A Arte do Diagnóstico. In: FEITOSA, FRANCISCO LEYDSON F.. Semiologia Veterinária: A Arte do Diagnótico. 2014. ed. : Roca - Brasil, 2014. Cap. 1 – Semiologia do sistema respiratório. p. 313-331.

HAGE, Maria Cristina F.N.S. et al . Imagem por ressonância magnética na investigação da cabeça de cães. Pesq. Vet. Bras.,  Rio de Janeiro ,  v. 30, n. 7, p. 593-604, July  2010.

SIMOES, Edson A. et al . Viabilidade da pneumonectomia direita em cães: uma avaliação paramétrica, hemogasométrica e radiográfica. Pesq. Vet. Bras.,  Rio de Janeiro ,  v. 27, n. 11, p. 447-454, Nov.  2007.


ZANATTA, R.; CANOLA, J.C.. Avaliação radiográfica e tomográfica dos seios nasais de gatos com doenças sinonasais crônicas. Arq. Bras. Med. Vet. Zootec.,  Belo Horizonte ,  v. 63, n. 4, p. 844-849, Aug.  2011.